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O que é neurodivergência?

  • Foto do escritor: Aline AS
    Aline AS
  • 6 de fev.
  • 2 min de leitura

Vivemos um momento em que nunca se falou tanto sobre TDAH, autismo e outras neurodivergências — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar o que é ciência do que é ruído.


Nos últimos anos, diversas pesquisas reforçam que há um excesso de conteúdos superficiais ou distorcidos sobre o tema, principalmente em redes sociais.

Segundo revisão publicada na Revista de Nutrição (SciELO, 2025), não há evidências sólidas de que dietas restritivas (como sem glúten ou sem lactose) “curem” ou substituam o tratamento de condições como TDAH ou autismo — embora hábitos alimentares saudáveis possam contribuir para o bem-estar geral.


Da mesma forma, estudos recentes na Revista Psicologia & Políticas Públicas (SciELO, 2024) e na Revista Brasileira de Psiquiatria (2023) reforçam que as neurodivergências têm base predominantemente genética, mas fatores ambientais e sociais influenciam como essas diferenças se expressam.

Não é “culpa da criação”, nem “telas demais”. É funcionamento cerebral diverso.


E o clássico “todo mundo tem um pouco”?

Pesquisas qualitativas sobre o movimento da neurodiversidade (PePSIC, 2024) apontam que esse tipo de frase, apesar de parecer empática, pode invisibilizar experiências reais de quem vive com um diagnóstico e enfrenta barreiras no cotidiano.


👉 A informação certa liberta.

Mas a desinformação pode causar culpa, atraso no diagnóstico e tratamentos ineficazes.


Por isso:

🌿 Busque fontes confiáveis.

🌿 Desconfie de soluções “naturais” ou “milagrosas”.

🌿 E lembre-se: compreender a neurodivergência é acolher a pluralidade da mente humana — com ciência, cuidado e empatia. 💜


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📚 Referências:


Freitas. G. et al. (2025). Nutricão e neurociência: evidências e mitos em torno das dietas restritivas. Revista de Nutricão, SciELO.

Alves. C. & Silva. D. (2024) Neurodiversidade, políticas públicas e o debate sobre normalidade. Revista Psicologia & Políticas Públicas. SciELO Souza, R. et al. (2023). Bases genéticas e ambientais do TDAH: revisões recentes. Revista Brasileira de Psiquiatria, SciELO.

Nogueira, T. (2024). Movimento da neurodiversidade e crítica ao modelc médico. PePSIC SciELO.


 
 
 

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© 2014 por Aline Alflen Schmitt.

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